A concentração na Câmara deu resultados

Salários pagos na <em>Moveaveiro</em>

Foi necessária uma concentração de protesto, dia 2, diante da Câmara de Aveiro, a exigir os salários de Dezembro, para que se tenham processado os pagamentos.

Pela negociação do AE cumprir-se-ão greves parciais

Como confirmou ao Avante!, Jaime Ferreira, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, a concentração de trabalhadores diante do edifício onde reúne o executivo camarário de Aveiro pretendia exigir que a Câmara assumisse as suas responsabilidades respeitantes ao pagamento dos salários em atraso na empresa municipal de transporte de passageiros, Moveaveiro, e uma efectiva negociação do Acordo de Empresa que, segundo o dirigente do STAL/CGTP-IN, está bloqueada há mais de nove meses.
Quando a maior parte dos 130 trabalhadores da empresa iniciavam a concentração diante da autarquia, receberam a informação de que tinham sido dadas ordens ao banco para que se processassem os pagamentos, resultado que Jaime Ferreira atribuiu à luta em unidade dos trabalhadores da Moveaveiro.
No entanto, «as negociações relativas à revisão do Acordo de Empresa continuam bloqueadas, o que levou os trabalhadores a manterem agendadas as greves parciais» marcadas para a primeira hora e meia de cada turno, de 14 a 19 de Janeiro, e de 21 a 26 do mesmo mês, informou o representante sindical.
Segundo o sindicato, têm sido sistemáticos os atrasos no pagamento dos salários e de subsídios, e por negociar estão também todas as actualizações pecuniárias.
Já na Assembleia Municipal da semana anterior, o STAL denunciou a situação, tendo, na mesma altura, o representante do PCP, António Regala, questionado o executivo quanto às remunerações em atraso – o subsídio de Natal também foi pago depois da data prevista -, salientando que este era um passo no sentido da privatização da empresa municipal.
Na negociação do Acordo de Empresa, o STAL considera fundamental que todos os trabalhadores da Moveaveiro passem a ter os mesmos direitos e obrigações, passando todos a ter vínculo público. Até agora, a empresa tem duas formas diferentes de vínculo que, segundo o sindicato, são causa de discriminações, referentes, nomeadamente, aos horários de trabalho e ao pagamento do subsídio de Natal, que os trabalhadores da autarquia receberam atempadamente, a 22 de Novembro. Enquanto uma parte do quadro de trabalhadores tem vínculo público, a outra está contratada em regime de contrato individual de trabalho.


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